sábado, 21 de julho de 2012

Carta a População do Comando Local de Greve dos Professores.


CARTA A POPULAÇÃO CLG - 20/07/2012.

A Assembléia Geral dos docentes da UFVJM votou ontem, por unanimidade, pela continuidade da greve dos professores das federais, considerando que a proposta do governo não atende às reivindicações da categoria. De acordo com a proposta do governo, apenas três professores da UFVJM terão reajuste de 8%, parcelados no período de 2010 a 2015. Apenas 10% de todos os professores brasileiros terão esse aumento nas Universidades Federais. O restante dos professores federais terá redução salarial nesse mesmo período, considerando que a inflação é estimada em 35% no período de 2010 a 2015. A proposta do governo não contempla melhoria das condições de trabalho, agravadas pelo recente plano de expansão das Universidades, que resultou em precarização da estrutura e falta de qualidade no ensino. Nós, professores, queremos deixar claro que reivindicamos plano de carreira, melhores condições de trabalho, infra-estrutura adequada, valorização dos servidores técnico-administrativos, enquanto o governo só fala em salários. Nossa luta não busca apenas reajuste salarial, porém um plano de carreira que fortaleça a Universidade Pública enquanto patrimônio da sociedade, com qualidade no ensino. Também repudiamos a privatização proposta pelo governo, que fere a autonomia e o papel social da Universidade Pública. Ao invés de cuidar do ensino dos alunos, o professor será obrigado a buscar recursos para financiar a Universidade, caso contrário não terá progressão na carreira. Atualmente, os professores têm suas funções desviadas para atividades técnicas como licitações, orçamentos, pesquisa de preços, pregões e reuniões não pedagógicas. Enquanto isso os alunos não têm transporte, moradia, alimentação e condições adequadas para permanecer estudando, o que leva à evasão. Entendemos que a produção do conhecimento deve ser construída de forma autônoma e não pode ser pressionada pelos interesses comerciais, como pretende o governo ao impor o processo de editais para captação de recursos. Defendemos a aplicação imediata dos recursos públicos, destinados ao pagamento dos juros da dívida, na melhoria da Educação em nosso país.
Continuaremos lutando pela Universidade pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada.






sexta-feira, 20 de julho de 2012

A greve continua na UFVJM!



A proposta do governo para acabar com greve nas universidades

A proposta prevê a implantação de um novo plano de carreira e assegura reajuste salarial já pré-estabelecido ao longo dos próximos três anos, que pode chegar a 45%. Os professores avaliarão a oferta em assembleias, a partir da próxima semana. A primeira impressão dos diretores do sindicato é que a proposta não contempla as reivindicações da categoria. A principal crítica é que a proposta de nova carreira privilegia os poucos professores no topo, em detrimento da maioria dos profissionais da ativa e da quase integralidade dos aposentados.
Najla Passos
Brasília - O governo federal apresentou, sexta-feira (13), uma contraproposta à pauta de reivindicações dos docentes das universidades e dos institutos federais, em greve há 57 dias. De acordo com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), a contraproposta prevê a implantação de um novo plano de carreira e assegura reajuste salarial já pré-estabelecido ao longo dos próximos três anos, que podem chegar a 45%.

De acordo com o MPOG, a oferta permitirá aos professores doutores recém ingressos na carreira, em regime de dedicação exclusiva, receber um salário mensal de R$ 8,4 mil. Já os professores que já estão na universidade, no mesmo nível, terão o salário reajustado de R$ 7,3 mil para R$ 10 mil. Ao longo dos próximos três anos, a remuneração do professor titular com dedicação exclusiva passará de R$ 11,8 mil para R$ 17,1 mil.

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN) vai submeter a contraproposta do governo, na próxima semana, à base da categoria, já quase toda ela em greve. Das 59 universidades do país, 56 encontram-se paradas, além de institutos tecnológicos e escolas de aplicação. Entretanto, a primeira impressão dos diretores da entidade é que ela não atende aos anseios dos docentes.

“Nesta reunião, nós não discutimos o conteúdo. Vamos, primeiro, submeter a proposta à base, como é nossa prática. Mas já podemos observar pelos menos duas características que confrontam o que reivindicamos: o governo não enfrenta o problema da desestruturação da carreira, arbitrando valores aleatórios para a titulação, e privilegia os docentes alocados no topo, o que prejudica a maioria dos profissionais da ativa e quase a integralidade dos aposentados”, afirma o 1o vice-presidente do Andes-SN, Luiz Henrique Schuch.

Pela tabela apresentada, o governo elimina os níveis mais baixos da carreira. Assim, o menor salário pago em 2010, de R$ 1,6 mil (professor auxiliar, nível 1, sem titulação, em regime de 20 horas), passará para R$ 1, 8 mil (professor assistente, nível 1, sem titulação, 20 horas). A maioria, os adjuntos, que recebiam de R$ 1,8 mil a R$ 7,9 mil, passarão a ganhar entre R$ 2,2 mil e R$ 10,9 mil. Os aposentados ficariam alijados da perspectiva de receber salários mais altos, já que a imensa maioria se aposentou sem atingir a classe de titular.

O diretor do Andes-SN criticou também o fato do governo não esclarecer como irá escalonar o percentual de reajuste, além de comparar os valores que eram pagos aos professores em julho de 2010 com os que serão devidos em março de 2015. “A proposta não estabelece o percentual de aumento que será dado a cada ano. Além disso, não dá para comparar valores pagos em 2010 e 2015 como se não houvesse inflação no período”, justifica.

Confira a 
proposta do governo para os docentes das universidades

Confira a 
proposta do governo para os professores dos institutos federais
Fonte: 


Ontem em Assembleia Geral, os/as professores/as deliberaram em manter a greve geral devido a proposta do governo não atingir de fato toda categoria.
Campi Diamantina.

Mais informações em breve. 


terça-feira, 17 de julho de 2012

Comando de Greve apresenta o Documentário: "A Revolução não será Televisionada"


APRESENTAÇÃO DO DOCUMENTÁRIO HOJE ÀS 19:00 HORAS NO ANFITEATRO:

"A Revolução não será Televiosionada"

O documentário dirigido e filmado por Kim Bartley e DonnachaO’Briain, apresenta os acontecimentos do golpe contra o governo do presidente Hugo Chávez, na Venezuela, em abril de 2002. Os cineastas, responsáveis pelo documentário, estavam ha alguns meses na Venezuela, onde filmavam um documentário sobre Chávez, quando, surpreendido pelo desenvolver do golpe militar, resolvem registrá-lo em seu vídeo.

No filme é retratada a guerra que Hugo Chávez, conhecido por seu mandato polemico de críticas ao neoliberalismo, enfrentava com os canais privados de comunicação, controlados pelos mais poderosos interesses econômicos de seu país. Também é mostrado como as mídias controlam e manipulam as informações, mostrando os fatos com suas filmagem em contraponto ao que a mídia coloca.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Governo Dilma não negocia e orienta represália aos servidores em greve.

Ataque!

Governo Dilma não negocia e orienta represália aos servidores em greve

06/07/2012
Nesta sexta-feira (6) o governo baixou uma instrução para todos os dirigentes de órgãos públicos orientando o corte de ponto dos grevistas. A nota, assinada pelo secretario de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça,  responsável pela interlocução do governo com as entidades dos servidores federais, orienta que “em caso de falta dos servidores do Poder Executivo Federal para participação em paralisações e/ou greves, orientamos pela adoção das providências na Folha de Pagamento para efetuar o corte de ponto referente aos dias parados na rubrica específica do SIAPE de FALTA POR GREVE” e ainda ratifica, a decisão do Supremo Tribunal Federal, em relação aos movimentos paredistas no serviço público federal, e que, na ausência de lei específica para o setor público, deve-se aplicar a legislação concernente a iniciativa privada”.

Depois de quatro meses e oito reuniões sem nenhuma resposta à pauta de reivindicações, só restou aos servidores federais construir a greve, que neste momento atinge quase todos os órgãos públicos. Porém, a despeito do processo amplo e democrático, discutido pela base nas assembleias realizadas por todo o país, o governo seguiu a mesma linha do ano passado, não apresentando nenhuma contraproposta, ao mesmo tempo em que não chamou as entidades, desde o início da greve, para negociar.
           
Tudo o que este governo fala é que seu prazo para apresentação de alguma proposta para o funcionalismo é 31 de julho. Depois de negociarem todo o orçamento com os credores da dívida pública e destinar bilhões para apoio e incentivos às grandes empresas e ao agronegócio, o governo vai deixar apenas algumas migalhas para os servidores, elegendo quais as poucas categorias a serem contempladas com os míseros recursos que sobrarem do verdadeiro banquete orçamentário, que será servido aos setores da burguesia nacional e internacional.

Quando promete cortar o ponto dos grevistas e retirar dos servidores o salário que sustenta suas famílias, o governo Dilma golpeia o que há de mais sagrado para as vidas humanas: o direito à sobrevivência. Neste sentido, é uma vergonha a medida baixada por esse governo para reprimir o movimento legítimo dos servidores federais e significa uma atitude de criminalização e ataque ao livre exercício de greve. A resposta não pode ser outra: aumentar ainda mais o nível de mobilização e construir um verdadeiro tsunami de greves em todo o setor público federal.

A CSP-Conlutas condena veemente a atitude do governo petista e orienta todas as suas entidades e movimento a fortalecer a greve dos servidores federais, com amplo apoio e solidariedade, ao mesmo tempo em que ratifica a orientação do envio de caravanas à Brasília para estender a todos os setores a GRANDE MARCHA, que será realizada no dia 18 de julho.

–                    Não à repressão e em defesa do livre exercício do direito de greve;
–                    Exigimos negociação e atendimento das reivindicações dos servidores federais.


Fonte: http://cspconlutas.org.br/2012/07/governo-dilma-nao-negocia-e-orienta-represalia-aos-servidores-em-greve/



Reunião do Comando de Greve Estudantil 11/07


Reunião do Comando de Greve Estudantil 11/07

Reunião do Comando de Greve Estudantil.

Convidamos a todos e todas para a reunião do comando de greve estudantil que será dia 11/07/2012 (quarta feira), as 16:00 horas.
Local: Sala do DCE Campus I, Campis Diamantina.

Pautas:
- Repasses das comissões
- Atividades Calendário Cultural
- Atividades no Comando Nacional Estudantil de Greve
- Atividades realizadas na data da Cúpula dos Povos
- Próximos Passos da Greve