Blog destinado a informação e conscientização dos acadêmicos e das acadêmicas da UFVJM sobre o que é o Movimento Estudantil.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Carta para os Estudantes da UFVJM sobre a Greve.
Prezado Estudantes da UFVJM
Encaminho carta do colega Klaitom estudante do 2 Periodo do Corso Serviço Social - UFVJM, de fato a luta da greve é muito maior que nossas "questões pessoais", é muito importante a adesão de toda comunidade acadêmica da UFVJM para o fortalecimento do movimento.
Prezados(as)estudantes , não sedam a pressões de professores, é direito de todos nós fazermos GREVE, estudantes, técnicos e professores, assistam o filme "Germinal" e vejam que a greve foi uma das primeiras armas dos trabalhadores na luta contra a burguesia capitalista em meados do seculo XIX e é um dos poucos instrumento de luta e resistência dos trabalhadores até contemporaneidade, direito reconhecido na Constituição Federal de 1988, bem como, percebam que sempre há um indivíduo ou indivíduos que sacrificam o bem coletivo e função do individualismo, social, econômico e metodológico...
Em fim, a decisão é de vocês caros(as) estudantes, mais não sedam a pressões! Nenhum estudante pode ser reprovado por participar da greve, as aulas com menos de 50% dos matriculados não tem valor legal e deverá ser reposta, lutem, resistam, pois é o futuro do nossos Campus é que está em jogo, ou melhor é futuro de todos nós que acreditamos em uma Universidade democrática e voltada para povo oprimido dos Vales.
Um fraterno e cordial abraço, estou a suas disposição para maires esclarecimentos.
O Projeto de Lei 2203/2011 proposto pelo governo prevê, por exemplo, a remuneração complementar de professores mediante projetos financiados pela iniciativa privada.
Por José Luiz Alcantara Filho
“Que continuemos a nos omitir da
política é tudo o que os malfeitores da vida pública mais querem” - Berthold
Brecht
Diante das greves que estão se alastrando país
afora, tanto dos docentes e servidores de Instituições Federais do Ensino
Superior como a dos trabalhadores do transporte público, vêm à tona o velho
debate em torno do direito à greve, sua legitimidade e interpretações a seu
respeito.
"Por
definição ‘greve’ é a suspensão temporária e coletiva do trabalho condicionado
à aprovação da entidade representativa da categoria (sindicato), mediante
assembleia com o intuito de reivindicar melhores condições de trabalho"
|
Por definição ‘greve’ é a suspensão temporária e
coletiva do trabalho condicionado à aprovação da entidade representativa da
categoria (sindicato), mediante assembleia com o intuito de reivindicar
melhores condições de trabalho, ampliação dos direitos ou evitar a perda de
benefícios. Esse direito está assegurado pelo artigo 9º da Constituição Federal
de 1988 e regulamentado pela Lei 7.783 de Junho de 1989 e prevê que, após
ocorrerem tentativas frustradas de negociação, é facultado aos trabalhadores o
direito a greve.
Na prática, percebe-se que, mais do que uma forma
legal de manifestação do trabalhador por melhorias, a greve se constitui como
um importante instrumento de mobilização em prol de interesses coletivos. Isso,
por sua vez, credita a ela um caráter não só de luta política contra as
instituições que oprimem os trabalhadores, mas também como exercício de
cidadania, direitos humanos, identidade coletiva e solidariedade.
Responsabilidade do Estado
Nos dias de hoje, cada vez mais as pessoas estão
sendo condicionadas a pensar somente em si próprios. E há uma grande parcela de
culpa do Estado em relação a isso. O que temos visto, sobretudo com as reformas
ocorridas pós-90, é a redução da responsabilidade da esfera pública sobre o
bem-estar social e a garantia de serviços básicos como educação, saúde,
previdência e habitação que tem sido paulatinamente transferido à
responsabilização das famílias. Dia após dia percebemos que o governo atua, de
alguma forma, para reduzir os gastos sociais sob o pretexto da necessidade de
equilibrar as contas públicas!
Conforme destacou o jornal ‘O Globo’ de 27/05,
Espanha, EUA e Chile passaram, num passado não muito distante, por reformas
(des) estruturais no ensino superior, substituindo as universidades públicas
tradicionais por programas de bolsas e financiamento público estudantil aos
ingressantes em instituições privadas (equivalentes ao PROUNI e FIES no Brasil)
e, atualmente, a realidade mostra que a formação superior nesses países está
cada vez mais inacessível às classes média e trabalhadora.
Ato Político
A greve atual dos docentes e servidores da IFES
trata-se, portanto, de um ato político contra essas reformas que estão tirando
direitos dos
"A greve atual dos docentes e
servidores da IFES trata-se, portanto, de um ato político contra essas
reformas que estão tirando direitos dos cidadãos e responsabilidades
atribuídas historicamente ao Estado"
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cidadãos e responsabilidades atribuídas
historicamente ao Estado. Logo, apoiá-la significa resgatar o sentido histórico
da solidariedade, olhar para o outro como o reflexo de si mesmo e pensar que os
benefícios conquistados por aqueles que se dispõe a reivindicar são
compartilhados por todos!
Vejamos pelos salários o quão os serviços públicos
ligados à educação, saúde e assistência social estão à margem das preocupações
atuais do estado.
Percebe-se a partir do gráfico que as atividades
ligadas à seguridade social e educação estão entre as mais mal remuneradas,
enquanto as funções relacionadas à manutenção da ordem e ao controle
burocrático e jurídico-institucional são as que pagam melhor. Os professores do
ensino superior, por exemplo, não só são os servidores públicos federais com
doutorado mais mal remunerados do Brasil, como detém salários inferiores a
diversos cargos que exigem apenas ensino médio ou superior. Diante dessas
constatações podemos nos perguntar: Que tipo de estado estamos constituindo?
Políticas sociais e educação ainda se constituem como políticas
universalizantes e de interesse público?
Muito além da aparente visão de que as
reivindicações são meramente salariais, os professores estão lutando pela
melhoria das condições de trabalho e manutenção da educação pública, gratuita e
de qualidade. O Projeto de
Lei 2203/2011 proposto pelo governo prevê, por exemplo, a remuneração
complementar de professores mediante projetos financiados pela iniciativa
privada. Ainda que isso possibilite um salário maior aos professores que
sujeitarem a tais práticas, esta proposição compromete a estrutura e o caráter
da universidade pública que deve estar comprometida com ensino, pesquisa e
extensão pensados em prol da sociedade e não dos interesses do setor privado.
Infraestrutura
Quanto às condições de trabalho, pode-se inferir
que, se por um lado o governo propagandeia a expansão de vagas nas IFES através
de um programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais - o
Reuni, por outro, não providenciou os investimentos necessários em
infraestrutura, superlotando salas de aula e chegando ao cúmulo de improvisar
salas e secretarias até dentro containers como acontece nos campus de Rio das
Ostras e Campos de Goitacazes da UFF. Também falta pessoal, mas, ao invés de planejar
a reposição do corpo docente, o governo está propondo um plano de carreira que
obriga o professor a cumprir uma carga horária maior a fim de minimizar a
escassez de professores à custa da precarização do trabalho docente.
"Mas porque
a grande mídia ao invés de expor as reivindicações, ajudar a pressionar por
mudanças o fazem jogando uns trabalhadores contra outros ou denegrindo a
imagem dos manifestantes e ou das reivindicações?"
|
Outro problema enfrentado por aqueles que
reivindicam mudanças e que também contribuem enormemente para as pessoas se
posicionarem contra as greves advém das forças ideológicas conservadoras em
defesa dos interesses privados daqueles que estão na outra ponta da
reivindicação veiculadas de diversas forma, sobretudo, pela grande mídia.
Terça-feira, dia 15/05, foi noticiada a greve dos ferroviários da seguinte
forma: “Greve do transporte público atinge 6 capitais e prejudica os
trabalhadores”! Não seria essa uma metáfora para chamar os grevistas de
vagabundo? Seguindo a mesma linha editorial a TV Globo noticiou uma
manifestação ocorrida no dia 05/06 com mais de 10 pessoas, destacando um fato
isolado ocorrido entre um pequeno grupo de estudantes com a polícia!
Mas porque a grande mídia, ao noticiar essas
questões, ao invés de expor as reivindicações, ajudar a pressionar por mudanças
ou, ao menos, expor os dois lados da moeda, o fazem dessa forma, jogando uns
trabalhadores contra outros ou denegrindo a imagem dos manifestantes e ou das
reivindicações?
Há uma clara intencionalidade em descredibilizar os
manifestantes, primeiro porque esses veículos de comunicação estão exercendo
seu poder de persuasão e de formação de opinião em favor dos interesses
dominantes e, segundo, porque essa é uma excelente forma de tirar a identidade
solidária e coletiva da manifestação, bem como de conduzirem as pessoas a
caírem na infeliz armadilha de culpar aquele que reivindica a redução de
injustiças ou melhorias de condições de trabalho (nesse caso os grevistas) e
não os seus patrões que os mantém com salários baixos e direitos aquém do
necessário ou merecido para o exercício das profissões dos manifestantes!
Sem Diálogo
É esse também o interesse do governo ao manifestar
publicamente que não irá negociar com grevistas! Contudo, em tempos de trégua,
o diálogo também não acontece, haja vista que as negociações a respeito da
reestruturação da carreira docentes iniciaram em agosto de 2010 tendo como
ponto de partida uma proposta do governo pior que o plano de careira atual e,
de lá para cá, não houve nenhuma sinalização dos representantes públicos em
atender às demandas levantadas pela categoria.
Portanto, posicionar-se a favor da greve é também
se negar a reproduzir um discurso ideológico e hegemônico contrário ao direito
à livre
"Considerando-se, portanto,
todos os argumentos políticos, orçamentários e jurídicos em favor da greve,
espera-se do governo o atendimento das demandas dos servidores públicos"
|
manifestação cidadã de se reivindicar melhorias,
bem como ao de pressionar governos e empregadores quando se sentirem
prejudicados.
Por fim vale ressaltar que, apesar do governo
argumentar falta de recursos e restrição orçamentária, o cenário macroeconômico
é extremamente favorável. O crescimento econômico e as políticas adotadas pelo
governo possibilitou aumento de 19% na arrecadação pública no último ano,
acumulação de superávit primário na ordem de R$ 45 bilhões somente nos quatro
primeiros meses de 2012 e, segundo a economista e professora da UFRJ Denise
Lobato Gentil, a política atual de queda na taxa de juros propicia uma economia
de cerca de R$ 11 bilhões para cada ponto percentual baixado na Selic. Por
outro lado, a professora destaca que o percentual gasto com folha de pagamento
em relação à receita Líquida do Setor Público tem se reduzido e as reivindicações
de reestruturação no plano de carreira não passam de R$ 6 bilhões. Se a isso
for somado um montante de R$ 2 bilhões para gastos com investimentos, tal como
foi proposto pela associação de reitores das 59 IFES ao ministro da educação
Aloízio Mercadante, as reivindicações não somente são plausíveis perante o
cenário de acúmulo público de riquezas atual como representam menos de 0,2% do
PIB. Portanto, pode-se inferir que, para o governo, ‘nem caro é’!
Considerando-se, portanto, todos os argumentos políticos,
orçamentários e jurídicos em favor da greve, espera-se do governo o atendimento
das demandas dos servidores públicos e que todos os professores ligados às IFES
façam valer aquele velho ditado de que “o direito de um termina onde começa o
direito do outro”, assumindo então a greve como um direito legítimo e
democrático concedido por lei e, mais do que isso, como um instrumento
histórico de luta por bem-estar social em que diversos trabalhadores pagaram
com suor e, as vezes, sangue em prol de benefícios usufruídos por todos os
cidadãos brasileiros!
A universidade é paga pelo Povo e para o Povo deve servir, não para as empresas.
Professores, Estudantes e Técnicos da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri permanecem mobilizados durante a greve docente
Seg, 18 de Junho de 2012 21:40 Portal Minas Livre - Michelly Elias

Portal Minas Livre - Michelly Elias
Desde o dia 21 de maio, os professores da UFVJM – Campus do Mucuri encontra-se em greve, se somando à mobilização nacional dos docentes de outras 53 Instituições Federais Ensino Superior (IFES) no país.
Este movimento nacional se iniciou a pouco mais de um mês, no dia 17 de maio, tendo em linhas gerais três principais reivindicações: reestruturação do plano de carreira, tendo como referência a proposta apresentada pelo ANDES ao Governo Federal em março de 2011; melhoria nas condições de trabalho, que vem se tornando cada vez mais precarizadas devido à forma como tem ocorrido a implantação do REUNI; e reajuste salarial, tendo como proposta um piso nacional gerador de R$ 2.176,74 para o professor em regime de 20 horas semanais.
Nesse sentido, as reivindicações demonstram a necessidade urgente de valorização do trabalho dos professores universitários no país. E somado a isso, os informes em nível nacional sobre a situação em cada uma das Universidades e Institutos que estão em greve, demonstram a existência de diversas pautas locais com suas respectivas reivindicações que envolvem além do segmento docente, estudantes e técnico-administrativos.
Nesse contexto encontra-se a UFVJM – Campus do Mucuri, que teve seu campus implantado em 2006 na cidade de Teófilo Otoni. Sendo esta, a única Universidade além do campus da UFMG em Montes Claros, que se situa no território que abarca as regiões Norte e Nordeste de Minas Gerais, o que demonstra a importância social que esta Universidade possui para o estado, principalmente porque cerca de 94% dos estudantes da UFVJM - Campus do Mucuri, são dessas duas regiões de Minas Gerais.
Desde o início do movimento grevista, que contou com a adesão de 96% dos professores da UFVJM – Campus do Mucuri, várias atividades de mobilização e formação estão sendo realizadas. Nas assembléias que vêm ocorrendo constantemente, para debater e aprofundar a pauta de reivindicação nacional e a construção da pauta local tem ocorrido também debates sobre a importância da organização sindical, a necessidade de articulação dos professores com os outros segmentos de trabalhadores e com as lutas populares, e sobre o papel da Universidade Pública na sociedade atual. E também têm sido realizadas atividades culturais que resgatam a memória e a cultura popular brasileira e da região, assim como, ações de mobilização envolvendo estudantes e técnico-administrativos do Campus.
Dentre as principais reivindicações da pauta local construída pelos docentes constam: garantia de infraestrutura necessária para a realização das atividades de ensino, pesquisa e extensão; ampliação do quadro docente; gratificação das atividades administrativas exercida pelos docentes; garantia de professor substituto nos casos de afastamentos por licença saúde; construção e garantia de uma política de qualificação do corpo docente e instalação de equipamentos e garantia de normas de segurança no Campus.
É importante destacar que a experiência de participação dos professores neste processo de luta por condições dignas de trabalho e pela melhoria da educação pública brasileira, proporcionou além da construção de um significativo movimento grevista, a reativação da seção sindical de docentes da região, que se intitula ADOM – Associação dos Docentes do Ensino Superior do Vale do Mucuri, que conta atualmente com uma diretoria provisória.
E outro aspecto importante, é que desde o início, o movimento grevista adquiriu visibilidade e força na região, devido também à greve do segmento estudantil, o qual construiu uma pauta de reivindicações que diz respeito principalmente à melhoria das condições de estudo e de permanência na Universidade.
Esses fatos demonstram que a experiência da greve docente na UFVJM – Campus do Mucuri tem propiciado um importante aprendizado sobre a necessidade que existe da categoria se organizar e permanecer mobilizada. E juntamente com as reivindicações salariais, de melhoria nas condições de trabalho e de valorização da carreira, têm proporcionado importantes reflexões sobre o papel da Universidade Pública na sociedade brasileira atual e para os Vales do Jequitinhonha e Mucuri.
Assim, enquanto o movimento grevista continuar, o Comando de Greve Local docente, pretende permanecer com as diversas atividades que visam manter a categoria mobilizada e que buscam o diálogo e o apoio da sociedade para esta luta. E a partir dos desdobramentos da greve, pretende contribuir para que após este processo, haja melhores condições para a construção de uma sólida organização sindical da categoria, articulada aos demais segmentos de trabalhadores.
Michelly Elias i
Professora do Departamento de Serviço Social
Membro do Comando Local de Greve dos Docentes da UFVJM/Campus Mucuri
O Mesmo vale para o Campi Diamantina.
Sábado haverá uma manifestação no mercado velho em Diamantina.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Cúpula dos Povos leva 80 mil às ruas por justiça social e ambiental no Rio de Janeiro
Participação dos estudantes da UFVJM
Via Campesina: Cúpula dos Povos leva 80 mil às ruas por justiça social e ambiental
quarta-feira, 20 junho, 2012
Marcha dos Povos - Discurso de João Pedro Stédile
http://www.youtube.com/watch?v=FGETBULr5Rw&feature=player_embedded
Mais de 80 mil homens e mulheres formaram um mar de pessoas que, organizadas, cobriram a avenida Rio Branco no Centro do Rio de Janeiro, desde a Candelária até a Cinelândia. A mobilização global convocada pelo Grupo de Articulação da Cúpula dos Povos e engrossada por diversos movimentos e pela população do Rio de Janeiro foi o marco do levantar das vozes dos povos de todo o mundo contra o teatro barato encenado na conferência oficial, a Rio+20, por chefes de Estado e grandes corporações, incapazes de promover justiça social e ambiental.
Num chamado à unidade de toda a classe trabalhadora mundial, o dirigente da Via Campesina, João Pedro Stédile, convocou o grande contingente a um pacto histórico: “propomos o pacto do Rio de Janeiro dos povos em luta, para que voltemos para nossos locais de origem e façamos todos os dias lutas contra os inimigos certos”. Stédile alerta para o mundo que os grandes poluidores, usurpadores dos recursos naturais dos povos, que destroem a vida na Terra, tem “nome e sobrenome, é o capitalismo, as grandes transnacionais, Monsanto, Cargil, os bancos!”
O líder Sem Terra alerta para o momento em que vivemos, de capitalismo em crise, quando os capitalistas ficam mais gananciosos. “Avançam para querer se apoderar dos recursos do mundo, para se protegerem da crise e, em seguida, com a privatização da terra, água e até do ar (com os créditos de carbono), poderem retomar seus ciclos de usurpação”, explicou. No entanto, frente a um contingente jamais visto em lutas nas ruas do país desde 1989, deixou a esperança de que novos tempos podem estar se anunciando, no qual os povos, “cansados das políticas do neoliberalismo, caminham por suas próprias pernas”.
Os gritos de todas as comunidades, movimentos e povos em luta foram ouvidos ao longo da manifestação, que pautou o fim deste sistema de exploração do trabalho e dos recursos naturais até esgotá-los, a construção de novos paradigmas, como a alternativa da Agroecologia na alimentação do planeta, os direitos, culturas e demandas dos povos. Trazendo o que chamou de calor revolucionário dos povos do Caribe, Camille Chalmers, do Haiti, foi enfático ao exigir o fim do colonialismo em países como Curaçao e Porto Rico, do neocolonialismo sofrido pelo Haiti e esbravejou: “as tropas da ONU devem sair do Haiti já!”
Os milhares de homens e mulheres, camponeses, urbanos, de todos os confins do planeta faziam coro contra a “economia verde”, proposta dos bancos e chefes de Estado para o planeta: o capitalismo travestido de sustentabilidade. Iniciativas como os REDD ou mesmo a farsa dos créditos de carbono, que financeirizam a própria vida e o meio ambiente, foram rechaçadas pelas populações que ora convergem para uma plataforma mundial de soluções apresentadas e já praticadas pelos próprios povos do mundo para “esfriar o planeta” a partir da agricultura camponesa e um novo marco econômico.
Para Elizabeth Mpofu, que veio do Zimbábue na delegação da Via Campesina Internacional, “a Rio +20 deveria se chamar Rio -20! A economia Verde não é solução, pois somente serve às transnacionais, não respeita os Direitos Humanos, não respeita as gentes. Cria, por sua vez, uma agenda de destruição. Nós vamos destruir esta agenda”. A militante exemplificou como a concentração de terras é um dos problemas mais sérios do mundo, citando o caso recente do Paraguai em que, assim como outros semelhantes, viu tombar lideranças camponesas que contrariam o latifúndio devastador.
Durante o grande ato, o evento oficial da ONU foi lembrado, destacando-se o desprestígio das principais economias dos países do Norte para com os “governos puxa-sacos do Imperialismo”, que se encontram na Rio +20. Foi questionada a cessão por parte do governo brasileiro de um aporte de US$ 10 bilhões (dez bilhões de dólares) ao fundo de resgate dos bancos europeus em crise. No total, somando as colaborações de todos os países do G-20, serão desprendidos US$ 456 bi dos cofres públicos para a crise do capitalismo.
Enquanto os diplomatas e chefes de Estado de uma centena de países se encontraram para redigir um único documento (que não prevê punições e metas para os poluidores), um sem número de organizações da sociedade promovem a Cúpula dos Povos, por Justiça Social e Ambiental e em Defesa dos Bens Comuns. Além de grandes mobilizações de rua, acontece uma série de debates e momentos de convergência nos eixos que englobam as denúncias das reais causas da crise, as soluções já praticadas pelos povos e as agendas e unidades para a luta nos próximos períodos.
Comando Geral de GREVE convida para filme sobre o poder da Rede Globo no país.
Muito Além Do Cidadão Kane.
Local: Anfiteatro - UFVJM, Campus I Diamantina.
Horário: 19:00
Data: 26/06/2012
Entrada gratuita.
Um Filme proibido sobre a Rede Globo produzido pela BBC
Algumas Declarações contidas no Documentário:
Chico Buarque (A tv globo proibia pessoas de existir, ela tornava pessoas em não pessoas... ela ia muito além do que era solicitada)
Washington Olivetto ( O Brasil as vezes deixa de falar português e passa a falar TV Globes.)
A Palavra do Presidente ( Que os ricos sejam mais ricos para que os pobre por sua vez sejam menos pobres.)
A Palavra do Presidente ( Quando vejo o mundo ele está terrível, mas quando vejo o brasil na TEVÊ GLOBO tudo está uma maravilha)
Luiz Inacio Lula da Silva (a globo só mente ... ela só informa sobre interesses patronais...)
Armando Nogueira, fala diretamente ao dono da empresa Globo (Dr Roberto eu não vi esse compacto, se tivesse visto eu teria impedido que ele fosse ao ar, ..... a REDE GLOBO foi infeliz e fez uma edição burra... - Se referindo ao debate para presidente Collor x Lula) imediatamente após a reclamação Armando Nogueira chefe de jornalismo da Rede Globo há 22 anos foi aposentado e substituído pelo editor do debate.
Ficha Técnica:
Filme: “Além do cidadão Kane”
Gênero: documentário
Direção e roteiro: Simon Hartog
Co-produção : John Ellis
Ano: 1993
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Governo desmarca reunião com universidades federais em greve, (Papel dos Estudantes na Greve).
Governo desmarca reunião com universidades federais em greve
Novo encontro com representantes sindicais estava previsto para esta 3ª
18 de junho de 2012 | 14h 43
Paulo Saldaña, de O Estado de S. Paulo
Mesmo após 30 dias de greve na maior parte das universidades federais do País, o governo voltou atrás e desmarcou a reunião prevista para esta terça-feira, 19, com representantes sindicais dos professores. O Ministério do Planejamento, que toca as negociações, apresentaria o esboço de um novo plano de carreira dos docentes, principal reivindicação dos grevistas.
A paralisação completou um mês neste domingo e já atinge 54 universidades e institutos federais. O movimento tende a crescer ainda mais porque a Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) mantém indicativo de greve e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) deve decidir pela paralisação ainda nesta segunda-feira.
A alta cúpula do Planejamento recebeu os grevistas pela primeira vez na semana passada. No encontro, que ocorreu na terça-feira, 12, pediu uma trégua de 20 dias, mas a categoria recusou interromper o movimento sem ouvir uma proposta clara. A reunião de amanhã foi marcada naquela data e deveria, enfim, apresentar a proposta do governo.
O Planejamento confirmou o adiamento, mas não detalhou os motivos - o que deve, segundo a pasta, fazer ainda hoje. Ainda não há data para um novo encontro.
Um dos sindicatos envolvidos nas negociações, a Proifes, informou que a pasta argumentou que, em função da Rio+20, não seria possível apresentar uma proposta efetiva amanhã. Sindicalistas ouvidos pela reportagem criticam a decisão e dizem que, na verdade, o ministério não tem uma proposta concreta sobre o plano de carreira.
* Atualizada às 16h45
Fonte:
Papel dos Estudantes na Luta Pela Educação.
Sabemos que é muito comodo o governo pedir para uma greve parar para depois negociar. Assim os trabalhadores e trabalhadoras da educação perde força na luta popular. Nós Estudantes historicamente colocamos o corpo na política e movimentamos do país, seja na ditadura militar ou na redemocratização. A pergunta fica no ar, qual o motivo dos estudantes não entrar na luta que prejudica diretamente nossa categoria?
A greve vai continuar, e se voltar as aulas sem muitos ganhos para os professores(as), a universidade vai continuar com as salas super lotadas e sem material. Mas se nós estudantes entrarmos na luta, não um pequeno grupo mas todos que estão prejudicados ai sim vamos ter uma mudança de qualidade e ano que vem não vai ter uma nova greve.
Ass: Estudante Organizado.
Estudantes em Movimento
Estudantes da UFVJM em Brasília
domingo, 17 de junho de 2012
Guia para ser um babaca de qualidade em tempos de greve nas universidades
Guia para ser um babaca de qualidade em tempos de greve nas universidades
Lição n° 1 - Foque exclusivamente sua análise nos "prejudicados". Enfatize como será ruim atrasar as aulas e, se puder, aumente dizendo que não poderá viajar no final do ano por causa da greve.
Lição n° 2 - Ignore as condições de trabalho e estudo existentes nas IFES. Se você é aluno de uma delas e estuda num campus com boa infraestrutura, finja que todos os seus colegas de universidade compartilham do mesmo espaço de estudo que você. Se estuda num campus ou instituto onde as coisas não são tão boas assim, diga que seus colegas e professores estão reclamando de boca cheia. Mas sempre forje um escândalo quando for ao banheiro e não tiver sabão para lavar as mãos, ou papel pra limpar o cu.
Lição n° 3 - Lembre que todo professor universitário "ganha bem". No entanto, não leve em consideração o grau de instrução da categoria. Nem sequer ouse lembrar que há outras profissões cujos profissionais não necessitaram de tanto estudo quanto os professores das universidades federais e que recebem salários bem maiores que o da categoria.
Lição n° 4 - Se você é um aluno de uma IFES e reclama de alguns professores "falcatruas", fale deles como se estes representassem todo o grupo de trabalhadores. Ignore o fato de que há pessoas extremamente comprometidas com seus trabalhos e que reclamam mais reconhecimento por parte do governo federal.
Lição n° 5 - Se você não é aluno de uma IFES e não está muito interessado em saber sobre a situação das universidades públicas, mas no entanto, não quer soar desatualizado, diga que a causa é em vão e que só fazem isso pra ferrar os alunos.
Lição n° 6 - Se é aluno de uma universidade em greve, mas não concorda com ela, não perca seu tempo discutindo suas opiniões com alguns estudantes. Afinal, esses pseudo-revolucionários não merecem a sua atenção.
Lição n° 7 - Se não fizer parte de uma IFES ou outra universidade pública em greve, mas tiver o mesmo preconceito explicitado no item acima, ignore o fato de que esses estudantes muitas vezes precisam trabalhar para sustentar seus estudos. Lembre sempre dos filhinhos de papais que lá estão. Sempre esqueça do fato de que lá estão seres pensantes, futuros profissionais de capacidade (apesar das dificuldades nas condições de ensino de muitos deles).
Lição n° 8 - Se por acaso tomar conhecimento de algo errado feito por algum(ns) membro(s) do movimento em favor da greve, faça questão de mostrar que todo o movimento é assim.
Lição n° 9 - Esqueça que greve é direito do trabalhador. Mostre que estes só estão preocupados com seus próprios umbigos, e que se estivessem realmente preocupados com o futuro do país estariam TRABALHANDO, pois é assim que um país cresce.
Lição n° 10 - Esqueça que, antes de qualquer greve, há uma tentativa de diálogo e negociação. Mostre sempre o quão inconsequente é esse tipo de mobilização, ainda que você não tenha conhecimento de nenhum outro que tenha dado resultados.
Lição n° 11 - Não fale absolutamente nada sobre plano de carreira, ou condições para aposentadoria. Afinal, é bom salientar que o professor só tá ali por causa de dinheiro e ele já "ganha bem pra caralho".
Lição n° 12 - Se por algum acidente se meter em um debate sobre a greve e tiver que propor alguma ideia para a melhoria da educação, grite logo: "PRIVATIZAÇÃO", é a saída mais rápida e eficaz. Afinal, privatizar faz tudo dar certo.
Lição n° 13 - Desqualifique qualquer ação como meramente ideológica, como se a sua desqualificação não fosse.
Lição n° 14 - Se for professor, estiver no topo da carreira e além disso ganhar dinheiro com outras atividades (algumas privadas utilizando inclusive o nome da instituição de ensino publica em que trabalha), use dos argumentos mais hipócritas para justificar a não entrada na greve.
Fonte: http:// vouficarcomapernagrossa.blogspo t.com.br/2012/05/ guia-para-ser-um-babaca-de-qual idade-em.html?spref=fb
Lição n° 1 - Foque exclusivamente sua análise nos "prejudicados". Enfatize como será ruim atrasar as aulas e, se puder, aumente dizendo que não poderá viajar no final do ano por causa da greve.
Lição n° 2 - Ignore as condições de trabalho e estudo existentes nas IFES. Se você é aluno de uma delas e estuda num campus com boa infraestrutura, finja que todos os seus colegas de universidade compartilham do mesmo espaço de estudo que você. Se estuda num campus ou instituto onde as coisas não são tão boas assim, diga que seus colegas e professores estão reclamando de boca cheia. Mas sempre forje um escândalo quando for ao banheiro e não tiver sabão para lavar as mãos, ou papel pra limpar o cu.
Lição n° 3 - Lembre que todo professor universitário "ganha bem". No entanto, não leve em consideração o grau de instrução da categoria. Nem sequer ouse lembrar que há outras profissões cujos profissionais não necessitaram de tanto estudo quanto os professores das universidades federais e que recebem salários bem maiores que o da categoria.
Lição n° 4 - Se você é um aluno de uma IFES e reclama de alguns professores "falcatruas", fale deles como se estes representassem todo o grupo de trabalhadores. Ignore o fato de que há pessoas extremamente comprometidas com seus trabalhos e que reclamam mais reconhecimento por parte do governo federal.
Lição n° 5 - Se você não é aluno de uma IFES e não está muito interessado em saber sobre a situação das universidades públicas, mas no entanto, não quer soar desatualizado, diga que a causa é em vão e que só fazem isso pra ferrar os alunos.
Lição n° 6 - Se é aluno de uma universidade em greve, mas não concorda com ela, não perca seu tempo discutindo suas opiniões com alguns estudantes. Afinal, esses pseudo-revolucionários não merecem a sua atenção.
Lição n° 7 - Se não fizer parte de uma IFES ou outra universidade pública em greve, mas tiver o mesmo preconceito explicitado no item acima, ignore o fato de que esses estudantes muitas vezes precisam trabalhar para sustentar seus estudos. Lembre sempre dos filhinhos de papais que lá estão. Sempre esqueça do fato de que lá estão seres pensantes, futuros profissionais de capacidade (apesar das dificuldades nas condições de ensino de muitos deles).
Lição n° 8 - Se por acaso tomar conhecimento de algo errado feito por algum(ns) membro(s) do movimento em favor da greve, faça questão de mostrar que todo o movimento é assim.
Lição n° 9 - Esqueça que greve é direito do trabalhador. Mostre que estes só estão preocupados com seus próprios umbigos, e que se estivessem realmente preocupados com o futuro do país estariam TRABALHANDO, pois é assim que um país cresce.
Lição n° 10 - Esqueça que, antes de qualquer greve, há uma tentativa de diálogo e negociação. Mostre sempre o quão inconsequente é esse tipo de mobilização, ainda que você não tenha conhecimento de nenhum outro que tenha dado resultados.
Lição n° 11 - Não fale absolutamente nada sobre plano de carreira, ou condições para aposentadoria. Afinal, é bom salientar que o professor só tá ali por causa de dinheiro e ele já "ganha bem pra caralho".
Lição n° 12 - Se por algum acidente se meter em um debate sobre a greve e tiver que propor alguma ideia para a melhoria da educação, grite logo: "PRIVATIZAÇÃO", é a saída mais rápida e eficaz. Afinal, privatizar faz tudo dar certo.
Lição n° 13 - Desqualifique qualquer ação como meramente ideológica, como se a sua desqualificação não fosse.
Lição n° 14 - Se for professor, estiver no topo da carreira e além disso ganhar dinheiro com outras atividades (algumas privadas utilizando inclusive o nome da instituição de ensino publica em que trabalha), use dos argumentos mais hipócritas para justificar a não entrada na greve.
Ministro Aloizio Mercadante
Fonte: http://
NOTA SOBRE A GREVE ESTUDANTIL DA UFVJM (campi Diamantina)
NOTA SOBRE A GREVE ESTUDANTIL DA UFVJM (campi Diamantina)
O Comando de Greve Estudantil, através da Comissão de Negociação, se reuniu com a Reitoria e com a PROACE para levar as pautas de reivindicação dos/as estudantes referente à Assistência Estudantil, e até o momento tivemos os seguintes avanços:
• Composição de um discente no conselho da PROACE, visando uma representação direta para levar nossas demandas e solução mais rápida dos problemas existentes;
• Andamento da proposta de reavaliação e ampliação de auxílio pedagógico de acordo com a demanda de cada curso e proposta de construção de um espaço de uso coletivo para o empréstimo de materiais já utilizados (apostilas, textos e etc.) a ser emprestado por período para estudantes que são acolhidos por bolsas;
• Solicitação da ampliação do quadro de funcionários para a PROACE enviado ao MEC para tornar mais eficiente o atendimento e dinamizar as burocracias existentes que muitas vezes travam os Auxílios;
• Participação efetiva estudantil na construção, revisão e manutenção no regimento da Moradia Estudantil;
• Proposta de efetivação e aumento do Auxilio Creche e ampliação e aumento da Bolsa Atividade;
• Disponibilização de um computador no local da distribuição da alimentação para facilitar e desburocratizar as justificativas de faltas;
• Acompanhamento de um advogado do movimento SOS Diamantina para nos auxiliar nas questões burocráticas sobre o transporte público, incluindo todas irregularidades.
Comando de Greve Estudantil - Comissão de Negociação
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Comando de Greve Unificado convida todos e todas para Ato Público.
Comando de Greve Unificado convida todos e todas para Ato Público.
Ato Público dia 23/06 as 8:00 no Largo Dom João.
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Transporte público de qualidade Já.
Governo se compromete a apresentar esboço de proposta na próxima terça dia 19/06
Data: 13/06/2012
Governo se compromete a apresentar esboço de proposta na próxima terça (19)
Depois de recuar na proposta de condicionar o avanço das negociações a uma trégua do movimento grevista, representantes do governo, em reunião realizada nesta terça-feira (12) com as entidades do setor de educação, mudaram de posição e passaram a aceitar a antecipação do prazo para o fechamento de uma proposta. Em uma reunião que durou mais de três horas, o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento (SRT/MP), Sérgio Mendonça, acordou com o ANDES-SN e com as demais entidades, que na próxima terça-feira (19) haverá nova reunião na qual o governo vai apresentar um esboço de um novo plano de carreira. Até lá, a greve dos docentes continua.“Hoje foi um dia vitorioso para o nosso movimento. Não só porque realizamos belíssimas manifestações em todo o país, como fizemos o governo mudar a posição de que não receberia categorias em greve. Também conseguimos que, pela primeira vez, ele aceitasse antecipar o prazo para finalizar as negociações. Se antes o limite era 31 de agosto, agora, há uma sinalização de que o processo esteja concluído no começo de julho”, avaliou a presidente do ANDES-SN, Marina Barbosa. Durante as mais de três horas de reunião, um grupo de professores da Universidade de Brasília (UnB) e do Comando Nacional de Greve (CNG) ficou em frente ao Ministério do Planejamento, como forma de mostrar que a categoria está mobilizada.
Proposta indecente
A reunião começou por volta das 18h, com o secretário Sérgio Mendonça afirmando que o governo se dispunha a apresentar uma proposta de re-estruturação da carreira docente num prazo de 20 dias, desde que a categoria desse uma trégua e saísse da greve. Também defenderam o encaminhamento o Secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (Sesu/MEC), Amaro Lins, e o diretor de Desenvolvimento da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica do MEC (Setec/MEC), Aléssio Barros. Argumentaram que era preciso estabelecer uma relação de confiança entre o governo e as entidades.
A proposta foi veemente rechaçada pelas entidades presentes. “Eu custo a acreditar no que ouvi. Ontem, na reunião do Comando Nacional de Greve, foi levantada essa possibilidade, mas eu não achei que seria possível. Vim hoje para essa reunião esperando que fosse apresentada uma proposta e que sairíamos daqui para virar a noite estudando o que fosse apresentado ”, afirmou a presidente do ANDES-SN, Marina Barbosa.
Ela lembrou que o governo foi avisado inúmeras vezes de que a categoria estava insatisfeita. “Agora, não há como negar. Estamos em uma das maiores greve já realizadas no setor, com 55 instituições paradas, sendo 50 universidades”, afirmou.
Marina argumentou que o governo não podia esperar que a categoria aceitasse dar a trégua, pois há muito tempo que os docentes vêm dando prazos, continuamente descumpridos pelo Ministério do Planejamento.

O 1º vice-presidente do ANDES-SN, Luiz Henrique Schuch, afirmou que a greve é fruto da compreensão da categoria de que há uma desvalorização do magistério. “Hoje temos uma carreira totalmente desestruturada”, afirmou.
O diretor do Sinasefe, David Lobão, criticou o fato de o governo condicionar o avanços das negociações à volta ao trabalho dos grevistas e argumentou que a greve, ao contrário do que diz o governo, pode levar a negociações mais rápidas, já que a categoria estará em estado de mobilização permanente. Os dirigentes do Proifes lamentaram o fato de o governo ter desmarcado a reunião no dia 28 de maio e informaram que a categoria tem decidido, em plebiscitos, pela greve.
Trégua
Depois das falas das entidades, os representantes do governo pediram um intervalo e voltaram com a proposta de realização de uma reunião na próxima terça-feira (19), em que será debatido um esboço de um novo plano de carreira. Disseram, também, que a proposta vai partir do que foi discutido na reunião do dia 15 de maio e que poderá ser utilizado como parâmetro o plano de carreira do pessoal do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Sérgio Mendonça não quis se comprometer se o piso e o teto serão o mesmo do servidores do MCT.
Os representantes do governo insistiram que as categorias dessem uma trégua e voltassem ao trabalho. Os dirigentes do ANDES-SN foram enfáticos ao afirmar que não havia como a categoria recuar. “Só podemos dar qualquer posição quando conhecermos a proposta do governo. Até porque a nossa carreira tem especificidades que não foram contempladas pelo governo”, adiantou Marina Barbosa.
O 1º vice-presidente da Regional Nordeste II do ANDES-SN, Josevaldo Cunha, perguntou aos representantes governistas se eles poderiam adiantar o teor da proposta. “Queremos saber se haverá uma preocupação de se fazer uma discussão da estrutura conceitual, para depois se chegar ao impacto orçamentário. Ou se o governo colocará um limite financeiro, que é conjuntural, a sobrepor a organização do plano de carreira”, questionou. Sérgio Mendonça respondeu, apenas, que a proposta levará em consideração toda a discussão realizada no GT Carreira.
Para o ANDES-SN, a reunião desta terça-feira marcou o início efetivo das negociações. “Entendemos que concluímos as discussões do GT. Podemos não ter chegado a um denominador comum, mas agora todas as nossas divergências e pontos convergentes ficaram claros. Vamos, então, partir para outro patamar de discussão, no qual o governo precisa objetivar suas propostas, que serão analisadas pelo movimento”, afirmou Marina Barbosa.
Fonte: ANDES-SN
MST expressa solidariedade e apoio à luta dos trabalhadores da educação.
MST expressa solidariedade e apoio à luta dos trabalhadores da educação
Da Direção Nacional do MST
Nós do MST expressamos para toda a sociedade nosso apoio e solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras da educação em luta.
Desde o seu nascimento, o MST tem lutado pela educação. Temos a convicção de que a luta por escola, se faz, fazendo escola.
Como fruto da mobilização e luta permanente, conquistamos mais de 1500 escolas do campo.
Somos contra a política do Estado brasileiro de fechamento das escolas do campo. Para nós: Fechar Escola é Crime!
Defendemos a expansão e a interiorização da educação. No entanto, isso não pode representar a precarização educacional.
Manifestamos nossa solidariedade de classe aos trabalhadores e às trabalhadoras das universidades federais em greve.
Nos somamos na defesa de sua justa pauta de reivindicação:
- Contra o produtivismo: Educação não é mercadoria;
- Pelo aumento de salários;
- Pela garantia do plano de carreira;
- Pela qualidade da educação;
- Pela destinação de 10% do PIB para a educação;
- Contra a apropriação do público pelo privado através da privatização indireta em curso.
A universidade pública não pode estar à serviço do capital e do mercado. A universidade deve ser um espaço de pesquisa, produção e divulgação do conhecimento.
Nos colocamos nas ruas e nas lutas ao lado dos trabalhadores e das trabalhadoras da educação. Empunhando as bandeiras da Reforma Agrária e da Educação Pública de qualidade e gratuita, seguimos na construção de um país soberano.
“A educação não é a única alavanca para transformação da sociedade, mas sem a educação, a transformação não ocorre.” Paulo Freire
Direção Nacional do MST
Junho - 2012
- Pela destinação de 10% do PIB para a educação;
- Contra a apropriação do público pelo privado através da privatização indireta em curso.
A universidade pública não pode estar à serviço do capital e do mercado. A universidade deve ser um espaço de pesquisa, produção e divulgação do conhecimento.
Nos colocamos nas ruas e nas lutas ao lado dos trabalhadores e das trabalhadoras da educação. Empunhando as bandeiras da Reforma Agrária e da Educação Pública de qualidade e gratuita, seguimos na construção de um país soberano.
“A educação não é a única alavanca para transformação da sociedade, mas sem a educação, a transformação não ocorre.” Paulo Freire
Direção Nacional do MST
Junho - 2012
Assembleia Geral dos Estudantes 14/06
Data : 14/06
Horário: 14:00
Pautas: Repasses das atividades da greve
Transporte
Próximas Ações
Assistência Estudantil
A sala será divulgada antecipadamente no campus I.
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