sábado, 22 de dezembro de 2012

Calourada Sinutri Beer - 19/01

Não fique de fora!

Lista no saguão do pavilhão de aulas campus 2 HOJE 12.30 a 14 e a partir das 15:40 até 18hrs.
Sexta feira de 9 a 12 campus 1

COMISSÁRIOS DO 3º PERIODO DE NUTRIÇÃO (ou com membros do CA de SI)




O 21/12 dos verdadeiros Maias.

Neste dia 21/12/2012, enquanto o mundo brincava de apocalipse, os verdadeiros descendentes dos maias, vivos e reais, nos mandaram das montanhas de Chiapas uma importante mensagem, que surpreendeu o México hoje de manhã. Em diferentes municípios da região Sudeste, milhares de indígenas integrantes do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) iniciaram o dia em grandes marchas por diferentes estradas e cidades. A manifestação, organizada até a véspera em sigilo, foi pacífica e surpreendentemente silenciosa. Em todas as marchas, o silêncio foi absoluto. Nenhuma palavra de ordem, nenhum cântico, nenhum grito de protesto. Ao final do dia finalmente foi divulgado um comunicado oficial do líder máximo do EZLN, Subcomandante Marcus, dizendo apenas: “Escutaram? É o som do mundo de vocês desmoronando. E do nosso ressurgindo”. Como sabemos, os maias nunca falaram em “fim do mundo” (tampouco jamais conceberam essa ideia). Ao contrário, em um gigantesco silêncio, nos disseram hoje que um mundo novo, uma nova era, está começando. E que os ideais zapatistas estão de volta.









Fonte: http://www.facebook.com/media/set/?set=a.425999010799688.95820.272904466109144&type=1


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

C.O. do Estágio de Vivência Regional quer justiça para Felisburgo.






No dia 16/12 na reunião de construção do Estágio Interdisciplinas de Vivência Regional, Povo de Luta, Povos dos Vales foi colocado nosso apoio a Felisburgo. 

Nós estudantes organizados da UFVJM queremos JUSTIÇA PARA FELISBURGO. 

Comissão Organizadora do EIV Regional: 


ABEEF – Associação Brasileira dos Estudantes de engenharia Florestal
Centro Acadêmico Biologia UFVJM -ENEBIO
Centro Acadêmico da Fisioterapia – UFVJM
Centro Acadêmico de Enfermagem - UFVJM
Coletivo Retalhos de fulô - (MMM)
Coletivos Estudantes em Movimento
FEAB – Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil
Grupo Aranã de Agroecologia
NAC – Núcleo de Agroecologia e Campesinato


MANIFESTO PELA PUNIÇÃO DE ADRIANO CHAFIK, MANDANTE DO MASSACRE DE FELISBURGO – MG.


MANIFESTO EM DEFESA DA REFORMA AGRÁRIA E PELA PUNIÇÃO DE 
ADRIANO CHAFIK, MANDANTE DO MASSACRE DE FELISBURGO – MG.

A formação social brasileira é marcada por um modelo de desenvolvimento de caráter dependente e que tem negado um conjunto de direitos para os vários segmentos de trabalhadores do campo e da cidade no país. Apesar das diversas lutas travadas historicamente por movimentos sociais e organizações populares, vários direitos que devem garantir a condição de cidadania e dignidade, nunca foram garantidos pelo Estado brasileiro. Dentre esses, destaca-se a situação da reforma agrária, que se constitui em uma bandeira histórica da classe trabalhadora brasileira.
Diante desta realidade, destacou-se no cenário das lutas sociais, a luta por terra, reforma agrária e transformação social, travada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra  – MST desde a década de 1980 no Brasil. Esta luta que  é legítima e atual continua enfrentando o poder da burguesia agrária, que impõe ao povo brasileiro uma realidade marcada pela concentração fundiária, em que menos de 50 mil proprietários rurais possuem  áreas superiores a mil hectares e controlam 50% das terras cadastradas, e cerca de 1% dos proprietários rurais detêm em torno de 46% de todas as terras. Além disso, aproximadamente 400 milhões de hectares titulados como propriedade privada, apenas 60 milhões de hectares são utilizados como lavoura, sendo que o restante das terras está ociosas, subutilizadas, ou destinam-se à pecuária. 
Como expressão desta realidade injusta e desigual que marca a existência e o agravamento da questão agrária como um pilar do modelo de desenvolvimento predominante no país, ocorreu em 2004 na região do Vale do Jequitinhonha – MG, mais um crime causado pelo poder do latifúndio e do agronegócio. Este crime foi o Massacre de cinco trabalhadores rurais sem terra, ocorrido em 20 novembro de 2004, no Acampamento Terra Prometida (então Fazenda Nova Alegria) na cidade de Felisburgo - MG.
A ocorrência do massacre demonstrou de forma criminosa, o que o latifúndio e o agronegócio tem causado para o povo brasileiro e para o povo dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.  Assim, entendemos que este fato está ligado diretamente à não realização  da reforma agrária, que infelizmente nunca foi efetivada enquanto política pública que pressupõe um conjunto de medidas que garanta condições dignas de vida e trabalho para os trabalhadores rurais deste imenso Brasil, e para o povo dos Vales.
Mesmo após a ocorrência do massacre, a Fazenda que não cumpre a sua função social, conforme o artigo 186 da Constituição Federal, não foi desapropriada pelo INCRA para fins de reforma agrária, sendo que as famílias permanecem vivendo e trabalhando no Acampamento sem a garantia de direitos básicos como educação, moradia, saúde e crédito agrícola.  Além disso, as famílias que foram vítimas diretas da chacina, por terem seus familiares assassinados à queima roupa e sem qualquer chance de defesa, nunca foram indenizadas.
Diante desta realidade que diz respeito a todos (as) trabalhadores (as) do campo e da cidade e que afeta a luta pela construção de uma sociedade justa, democrática e igualitária, as organizações, coletivos, entidades e sindicatos que apoiam as causas populares e que atuam nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, colocam que:
Manifestamos nossa indignação com o descaso que historicamente a reforma agrária tem sido tratada no Brasil e em Minas Gerais, e em especial nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri!
Manifestamos que sabemos que a permanência do latifúndio e o incentivo ao agronegócio, gera desigualdade social, degradação ambiental, superexploração da força de trabalho e conflitos agrários!
Manifestamos nossa indignação diante do Massacre de Felisburgo e diante do fato que após 8 anos o mandante da chacina, Adriano Chafik, esteja livre e impune! 
Manifestamos nossa solidariedade à luta por reforma agrária e justiça social do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST e às famílias que permanecem no Acampamento Terra Prometida, que incansavelmente permanecem lutando contra o domínio do latifúndio e pelo direito de terem uma vida digna enquanto trabalhadores (as)!
Manifestamos nosso total apoio a todas as ações em torno da exigência da condenação e prisão do mandante do massacre de Felisburgo, Adriano Chafik! 
Manifestamos que a Justiça brasileira e todas as autoridades competentes devem garantir a punição imediata de Adriano Chafik, mandante do massacre de Felisburgo!





Assinam:

APACA - Associação dos Produtores e Agricultores Culturais Através da Arte – Pe. Paraíso
APJ – Aprender Produzir Juntos – Teófilo Otoni
ARMICOPA – Associação Regional Mucuri de Cooperação de Pequenos Agricultores
Assembléia Popular dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
Associação de Bairros de Teófilo Otoni
Cáritas Baixo Jequitinhonha
Centro Acadêmico Práxis do Serviço Social UFVJM
Centro Acadêmico de Ciências Contábeis da UFVJM
Centro Acadêmico de Administração da UFVJM
Centro Acadêmico de Ciências Econômicas da UFVJM
Centro de Defesa dos Direito Humanos de Teófilo Otoni – CDDTO

Coletivo Comadre Maria – Marcha Mundial de Mulheres
Coletivo Estudantes em Movimento
Comitê Mucuri da Campanha permanente contra os agrotóxicos e Pela Vida – Vale do Mucuri
Comissão Pastoral da Terra – MG
Consulta Popular
Coral Araras Grande - Araçuaí
Diretório Central dos Estudantes – DCE – UFVJM

EQUIPE RURAL – Vale do Mucuri
Escola Municipal de Liberdade – Comunidade da Lajinha – Teófilo Otoni
GEPAF – Grupo de Extensão e Pesquisa em Agricultura Familiar – UFVJM
GEPLA - Grupo de Estudos do Pensamento Latino-Americano – UFVJM
GESEP - Grupo de Estudos de Crítica à Economia Política – UFVJM
GRUPO ARANÃ
Grupo de Estudos Transdisciplinar em Métodos Quantitativos – GETMQ – UFVJM
Grupo de Teatro Murion – Pe. Paraíso
Grupo de pesquisa Estado, sociedade Civil e Capital Social: os organismos internacionais no enfrentamento da “questão social” – UFVJM
Instituto Brasileiro de Estudos Contemporâneos – IBEC
Laboratório Experimental de Educação, Cultura e Arte – UFVJM
Levante Popular da Juventude – Teófilo Otoni

Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB – MG
NEPAM – Núcleo de Extensão e Pesquisa Agrário e Movimentos Sociais – UFVJM
NEPE - Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre o Envelhecimento – UFVJM
ONG ESPAÇO JOVEM – Teófilo Otoni
Pastoral dos Migrantes – Diocese Araçuaí
Regional Jequitinhonha da Visão Mundial Brasil
RCT - Rede de Coletivos Teatrais do Vale do Jequitinhonha
RECID – Rede de Educação Cidadã – MG
Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Novo Cruzeiro
Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Teófilo Otoni
Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ouro Verde de Minas






terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Informativo DCE Levanta Juventude - UFVJM


Informativo DCE Levanta Juventude!:

Carteirinha de Estudantes: A Carteirinha de Estudante agora é junto com a Carteirinha da Biblioteca. Para validar a Carteirinha da Biblioteca como carteirinha de estudante será necessário o selo do DCE. Este selo será R$5,00 para calouros já que estes não pagam pela Carteirinha da Biblioteca e R$3,00 reais para veteranos que vão pagar mais R$5,00 para trocar de Carteirinha. O selo é válido até julho de 2013 por isso colocamos esse preço. A ideia é facilitando o acesso já que ocorrerá a unificação das Carteiras na UFVJM. Para quem pegou o novo modelo da Carteirinha na biblioteca, os selos estão com os membros do DCE que podem ser encontrados nos contatos: Daniel (31)93286993, Ana Cláudia (31)91610406 e Leandro (31)93097926Trotão: Como tirado em assembleia que deliberou a greve o trotão será realizado pela próxima gestão do DCE que será eleito em janeiro, nós do DCE vamos apoiar os integrante da próxima gestão visto que já estávamos no processo de construção do evento.


Trotão: Como tirado em assembleia que deliberou a greve o trotão será realizado pela próxima gestão do DCE que será eleito em janeiro, nós do DCE vamos apoiar os integrante da próxima gestão visto que já estávamos no processo de construção do evento.

3º Encontro dos Estudantes em Movimento: O 3º Encontro dos Estudantes em Movimento será realizado nas primeiras semanas de janeiro. Esse espaço proporcionará aos estudantes se conhecerem e compartilharem experiências de conquistas e lutas educacionais com o Movimento Estudantil.


Bolsa Atividade: Com a greve colocamos algumas demandas dos estudantes a respeito da assistência estudantil. Nas negociações argumentamos que a bolsa atividade não aumenta na mesma proporção do salário mínimo, deixando um déficit econômico. Com isso conseguimos o aumento da bolsa atividade para 300,00 reais para o próximo período.


Auxilio Alimentação: A alimentação fornecida aos estudantes da UFVJM está com graves irregularidades como moscar, larvas e alimentos estragados. Com isso denunciamos a vigilância sanitária, estamos esperando um B.O feito pela estudante que achou a última irregularidade na marmita. Vamos entrar com um processo na promotoria pública para investigar o fornecedor das marmitas e marcamos uma visita ao restaurante semestre que vem. Pedimos todos os estudantes que recebem a alimentação com alguma irregularidade para fazer um B.O. e encaminhar para os membros do DCE.


Comunicação Interna: Nós do DCE enfrentamos problemas na comunicação interna na universidade. Procuramos várias formas de comunicação como Facebook, blog, cartazes pela universidade e repasses aos CA.s para encaminhar os estudantes. Por isso, nós do DCE pedimos a todos e a todas que procurem com os CA's os e-mails de repasse do DCE e do Conselho de CA's e que ajudem na divulgação dos informativos para o maior número possível de acadêmicas/os.

 Contato:               E-mail: dce.levanta.juventude@hotmail.com 
                               Facebook: http://www.facebook.com/dce.levantajuventude







INTEGRAÇÃO ACABA NÃO MUNDÃO - UFVJM

ACABA NÃO MUNDÃO - INTEGRAÇÃO FLORESTA E AGRONOMIA

Quinta Feira - 18h
Clight e Listerine LIBERADOS, CERVEJA BARATA !
Investimento de R$ 5,00. HaHa

Vamos estar hoje a partir das 14h no pavilhão de aulas, colocando os nomes na lista ! ;)
Boraaaa galera !

Local: Rep. Diamalaia - Rua Neco Amorim, 80A (ao lado do DER)




Fonte: http://www.facebook.com/events/238082019657370/238221776310061/?notif_t=plan_mall_activity

Diamantina terá novas eleições? TSE diz que sim.


Diamantina terá novas eleições? TSE diz que sim.

Gustavinho foi cassado. 52% do votos recebidos por Paulo Célio foram anulados.
Como o Juiz Eleitoral de Diamantina decidirá? 


O Código Eleitoral é taxativo:

Art. 224. "Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições 
presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas 
eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal 
marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias".


As eleições de Diamantina, no Alto Jequitinhonha, Minas Gerais, caminham para se repetir.
O vencedor das eleições para prefeito foi Paulo Célio, do PSDB, com 52% do votos válidos. Porém, ele tinha como companhia de chapa, o vice-prefeito Gustavinho, que teve o registro cassado pelo TSE, nesta segunda-feira, 17.12.
O segundo colocado, Padre Gê, do PMDB, obteve 48% dos votos.
Pelo visto, serão convocadas novas eleições. Nem Paulo Célio, nem Padre Gê, será diplomado na cerimônia marcada para esta quarta-feira, 19.12, em Diamantina.


Não bastasse isso, a matéria em questão já foi objeto da  Resolução nº 22.901, do Tribunal Superior 
Eleitoral.

Relatoria
Relatoria da Ministra Eliana Calmon, que após diversos e intensos debates levando 
inclusive em consideração os argumentos  das mais diversas teses, decidiu de maneira 
unânime esta questão.

A posição já era jurisprudencialmente  majoritária, mas foi objeto de Resolução para 
sanar de vez discussões e dúvidas a respeito da matéria.

Conheça a posição de alguns Ministros:

Ministro Joaquim Barbosa:
“Neste contexto, transitada em julgado a decisão que  indeferir registro, 
constatando-se que o candidato teve mais de 50% dos votos válidos, então entendo 
que deva ser aplicado o art. 224 do Código Eleitoral, que determina a realização de 
novo pleito.”

Ministro Carlos Ayres Brito:
“Nesta ampla moldura, e tendo em vista que este Tribunal Superior Eleitoral já assentou 
que, para fins de incidência do art. 224, pouco importa a causa da nulidade dos votos, 
tenho que, se o candidato sem registro, ele próprio, houver obtido mais de 50% dos 
votos validos então não deve a junta ploclamar o resultado. Deve, isto sim, julgar 
prejudicadas as demais votações e comunicar imediatamente ao Tribunal Regional 
Eleitoral para que este, nos termos do art. 224, marque novas eleições no prazo de 
20 a 40 dias.”

Ministro Eros Grau: 
“Nenhum candidato será proclamado, ou diplomado, se mais de 50% dos votos 
foram originalmente nulos ou tiverem sido anulados em razão de terem sido 
conferidos a quem teve seu registro indeferido ou cancelado, neste caso aplica-se o 
artigo 224 do Código Eleitoral.”

Ministro Marcelo Ribeiro: 
“Em relação ao Código Eleitoral, que determina a realização de novas eleições no 
caso de nulidade de mais da metade dos votos,, entende esta corte que tal 
dispositivo se aplica também ao caso de votos dados a  candidatos com registro 
indeferido.
....após a decisão do TSE no sentido de indeferir o registro, deverá ser aplicado, de 
imediato o disposto no art. 224 do Código Eleitoral, realizando-se novas eleições, 
nesta hipótese deverá assumir interinamente o cargo o Presidente da Câmara 
Municipal.”

(Todas no julgamento do Processo Administrativo 20.159 que deu origem a 
resolução TSE n° 22.922).

E agora, Diamantina?

Padre Gê pode ser candidato, mas Paulo Célio não, pois sua chapa
foi cassada.

Como será a nova disputa? Quem serão os novos candidatos?

Dia 1º de janeiro, o novo Presidente da Câmara tomará posse. Logo 
depois, renuncia a este posto e será empossado como prefeito municipal 
de Diamantina até a realização, proclamação dos resultados, diplomação 
do prefeito e vice-prefeito eleito e posterior posse. 

O próprio presidente da Câmara poderá ser candidato a prefeito.
A disputa pelo posto de comando da Câmara Municipal de Diamantina
pode se determinante na condução e resultados das novas eleições.

Fonte: http://www.blogdobanu.blogspot.com.br/2012/12/diamantina-tera-novas-eleicoes-tse-diz.html

Curso de Humanidades da UFVJM pede Justiça para Felisburgo



Curso de Humanidades da UFVJM pede Justiça para Felisburgo. 

No dia 17 de dezembro na disciplina Questão Agrária do curso Humanidades na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri os estudantes e o professor demonstram seu apoio ao povo do baixo Jequitinhonha da cidade de Felisburgo, onde  ocorreu um massacre em 2004 no qual foram assassinados 5 trabalhadores sem terra. Nós da UFVJM colocamos com toda nossa força: QUEREMOS JUSTIÇA PARA FELISBURGO!



sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

"Tombaram 5 sem-terra, mas nós seguiremos em luta!"




LEVANTE-SE POR FELISBURGO!!!

"Tombaram 5 sem-terra, mas nós seguiremos em luta!"
Exigimos a condenação do fazendeiro Adriano Chafik dia 17 de janeiro.
o/

Compartilhem! Vamos agitar mais essa bandeira de luta!

http://www.youtube.com/watch?v=-v9mnMj9oNo&feature=youtu.be


Fonte:http://www.facebook.com/photo.php?fbid=133825143438337&set=o.202882826514573&type=1&theater

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Justiça para Felisburgo: 8 Anos de Impunidade


MASSACRE DE FELISBURGO: OITO ANOS DE IMPUNIDADE.

Em 20 de novembro de 2004, no Município de Felisburgo, região do Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, aconteceu um dos mais estúpidos massacres da historia de Minas e do Brasil. O latifundiá

rio Adriano Chafik e mais 17 pistoleiros invadiram o acampamento Terra Prometida em plena manha de sábado atearam fogo nos barracos, escola e fortemente armados com pistolas, escopetas, rifles assassinaram 5 trabalhadores Sem Terra e balearam mais 12, entre elas uma criança de 12 anos. As famílias vinham sendo ameaçadas há mais de 2 anos, sendo que vários Boletins de Ocorrência foram feitos na Delegacia de Policia local e nada foi feito pelas autoridades locais para evitar mais um massacre sangrento manchando nossa sociedade que se diz civilizada.

O suposto proprietário é “dono” de pelo menos mais três fazendas na região e pelo menos mais quatro fazendas no Sul da Bahia. Na Fazenda Nova Alegria em Felisburgo, o Instituto de Terras de Minas Gerais comprovou que pelo menos 515 hectares de terras são devolutas, ou seja, o fazendeiro grilou as terras públicas, mesmo assim, a fazenda não foi desapropriada. A policia prendeu Chafik por duas vezes e foi solto as duas vezes pela “justiça” brasileira. As famílias vítimas do massacre ainda estão traumatizadas e muitas delas ficaram invalidas para o trabalho da roça e nunca foram indenizadas pelo Estado e nem seus pertences pessoais não foram ressarcidos.

Nas se sabe se por ironia da historia, no mesmo dia 20 de novembro de 1995, o Bandeirante Domingos Jorge Velho saiu de são Paulo para assassinar o líder negro Zumbi dos Palmares em Alagoas, o fato é que o Brasil em toda sua trajetória histórica as elites brasileiras sempre recorreram à violência para manter seus privilégios. Assim foi com os povos nativos, com os negros, com os operários, com os menores de rua, com os Sem Teto, com os Sem Terra.

A razão de tanta violência tem sido sempre as mesmas: a ganância das classes ricas; a proteção do Estado brasileiro; a garantia da impunidade por parte da justiça; a desigualdade social em que as medidas do Estado não mudam a estrutura injusta de nossa sociedade. Os povos que se organizam para mudar essa estrutura injusta são perseguidos e criminalizados pelas elites, enquanto os “cachoeira” da vida vivem soltos e protegidos pela justiça.

Após mais de oito anos do Massacre de Felisburgo chegou a hora da sociedade mineira e brasileira fazer justiça, pois no dia 17 de janeiro de 2013 o assassino Adriano Chafik (réu confesso), irá a júri popular em Belo Horizonte. É a vez da sociedade dizer um basta a impunidade e aos massacres. É a oportunidade de exigir que se faça justiça na terra dos massacres. Queremos que se faça justiça condenando Chafik e seus pistoleiros com uma pena exemplar, pois do contrario continuaremos assistindo a violência contra nosso povo pobre que luta por melhores condições de vida. É momento também de exigirmos que se faça definitivamente a Reforma Agrária em nosso país para que possamos dar uma vida digna aos trabalhadores do campo e para produzir alimentos saudáveis para o povo brasileiro.