CARTA A POPULAÇÃO CLG - 20/07/2012.
A
Assembléia Geral dos docentes da UFVJM votou ontem, por unanimidade, pela
continuidade da greve dos professores das federais, considerando que a proposta
do governo não atende às reivindicações da categoria. De acordo com a proposta
do governo, apenas três professores da UFVJM terão reajuste de 8%, parcelados
no período de 2010 a 2015. Apenas 10% de todos os professores brasileiros terão
esse aumento nas Universidades Federais. O restante dos professores federais
terá redução salarial nesse mesmo período, considerando que a inflação é
estimada em 35% no período de 2010 a 2015. A proposta do governo não contempla
melhoria das condições de trabalho, agravadas pelo recente plano de expansão
das Universidades, que resultou em precarização da estrutura e falta de
qualidade no ensino. Nós, professores, queremos deixar claro que reivindicamos
plano de carreira, melhores condições de trabalho, infra-estrutura adequada,
valorização dos servidores técnico-administrativos, enquanto o governo só fala
em salários. Nossa luta não busca apenas reajuste salarial, porém um plano de
carreira que fortaleça a Universidade Pública enquanto patrimônio da sociedade,
com qualidade no ensino. Também repudiamos a privatização proposta pelo governo,
que fere a autonomia e o papel social da Universidade Pública. Ao invés de
cuidar do ensino dos alunos, o professor será obrigado a buscar recursos para
financiar a Universidade, caso contrário não terá progressão na carreira. Atualmente,
os professores têm suas funções desviadas para atividades técnicas como
licitações, orçamentos, pesquisa de preços, pregões e reuniões não pedagógicas.
Enquanto isso os alunos não têm transporte, moradia, alimentação e condições adequadas
para permanecer estudando, o que leva à evasão. Entendemos que a produção do
conhecimento deve ser construída de forma autônoma e não pode ser pressionada
pelos interesses comerciais, como pretende o governo ao impor o processo de
editais para captação de recursos. Defendemos a aplicação imediata dos recursos
públicos, destinados ao pagamento dos juros da dívida, na melhoria da Educação
em nosso país.
Continuaremos
lutando pela Universidade pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada.

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