sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Greve na UFVJM continua...



Hoje, 10 de agosto de 2012 na Assembleia dos professores da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri campin Diamantina foi deliberado a continuidade da greve e a intensificação das manifestações. Houve 1 voto contra  a continuidade da greve, 6 abstenções e 70 votos pela continuidade da mesma.



Comando de Greve Estudantil UFVJM.
Comissão de Comunicação Interna.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Em nossa pele...

Por WillyaneCosta:

"Acho tão fácil alguém que é branco, que participa de uma classe econômica "média", que sentou a bunda a vida inteira numa cadeira confortável de escola particular, que nunca teve que depender de uma merenda feita com o maior esforço pelas cantineiras para no mínimo ficar com um gosto razoável, que
nunca teve que dividir livros didáticos com outro colega, nem entregá-los ao fim da aula, para os outros alunos de um outro turno usarem, que nunca teve que ir a escola a pé por mais longe que fosse, que sempre teve a mochila da moda, o notebook da melhor tecnologia e sempre teve tudo aos seus pés, que não acredita que descriminação racial não existe, e faz piadinha disso e além de tudo, não sabe o que é passar dificuldade, é sim, muito fácil ser contra uma rara medida que o governo toma para suprir as falhas do passado e do presente. É a melhor solução? Claro que não! Acredito e compartilho do sentimento de muitos que a mudança tem que ocorrer de baixo
para cima, desde a valorização do professor até ampliação e maior qualidade do ensino desde as escolas primárias. Mas não venha tentar me mostrar que você sabe o que é ser negro, pobre ou indígena nesse país que só lembra da sua diversidade para mostrar em vídeos da Copa do Mundo....
Não queira achar que você sabe o que essas pessoas passam!
Não queira acreditar que tudo parte da vontade do aluno, que muitas vezes nem tem a chance de ser aluno! Acontece que enquanto você está ocupado jogando seu Playstation 6746542 qualquer numero que seja, tem criança tendo que trabalhar pra ajudar a família. Que não tem oportunidade de estudar. Pode ser drama...mas é a realidade. É muito confortável você julgar o outro sem estar na pele dele. Acontece que agora, quem terá que se esforçar é você, que por tanto tempo desfruta de benefícios desiguais. Porque querendo ou não, podem estar começando a nos enxergar, e aí meu amigo, será realmente um país de igualdades, em que um passado tão catastrófico com o seu social, e o pisoteamento dos menos afortunados brindará com seus diplomas a oportunidade merecida."



OS 10 MITOS SOBRE AS COTAS

https://www.ufmg.br/inclusaosocial/?p=53


http://www.facebook.com/events/513089568708064/513326828684338/?notif_t=plan_mall_activity

Leia em íntegra a carta divulgada por César Brod sobre a saída dele para não cortar o ponto dos professores em greve.


“O PT como patrão  

“Orientação sobre a folha de ponto dos servidores em greve 
Informo que, seguindo orientação superior do MP, os grevistas deverão ter os pontos 
cortados, desta forma não deverá constar nenhuma observação na folha de ponta dos 
servidores que estão de greve e não registraram o ponto. Já aqueles servidores que estão 
de greve e mesmo assim registraram o ponto deverão  ter seus pontos cortados 
(anulados) já que não trabalharam.  
Quanto aos servidores que estão trabalhando normalmente e que não puderam trabalhar 
no dia 5 de julho por causa da greve dos ônibus podem ter seu dia abonado, código 05.”  
Sou coordenador geral de inovações tecnológicas do  departamento de sistemas de 
informação da secretaria de logística e sistemas de informação do ministério do 
planejamento, orçamento e gestão do governo do Brasil. Estou neste cargo desde 
setembro de 2011. Hoje comunico, publicamente, meu  pedido de exoneração.  
Todos sabem qual é meu salário graças à Lei de Acesso à Informação. Preciso deste 
salário e, de fato, tenho orgulho em merecê-lo. Mas a partir do momento em que tenho 
que ferir meus princípios para manter minha remuneração, meus princípios sempre 
ganharão o jogo, independente do que virá depois.  
Trabalho, há bastante tempo, com o conhecimento livre e modelos de negócios baseados 
nisso. Em Porto Alegre, no final dos anos 1990, tive o prazer de ver um projeto de 
governo crescer levando em conta a crença em que a  liberdade ampla para todas as 
formas de conhecimento era um fator gerador de inovação tecnológica e de criação de 
emprego e renda. Apoiei esse projeto mas nunca integrei nenhum quadro do governo até 
setembro de 2011, quando assumi o cargo acima mencionado, e passei a ser o 
responsável pelo Portal do Software Público Brasileiro, pela Infraestrutura Nacional de 
Dados Abertos, além de outras atividades.  
Não foi fácil, vindo da iniciativa privada e há mais de doze anos como empresário, 
aprender a hierarquia e a burocracia que são parte de um emprego público. Aliás, esse é 
um aprendizado constante. Mas segui trabalhando com minha paixão: liberdade de 
conhecimento como geração de inovação e riqueza.  
No decorrer de meu trabalho deparei-me com a greve do funcionalismo federal, à qual 
aderiram muitos dos que estavam sob minha coordenação. Enfrentar uma greve como 
executivo público foi algo totalmente inédito para mim. Acompanhei greves desde o 
tempo de meu avô, no surgimento do PT. Toda a articulação para as greves, para a 
criação de uma força que mudasse o estado, conscientizou uma população que colocou 
o PT no poder. Mas o PT patrão parece não ter aprendido com sua própria história. 
O PT patrão apenas aprimora as táticas de pressão psicológica e negociação questionável 
daqueles com os quais negociou na época em que a greve era sua.  
O PT patrão virou governo, melhorou o país e acha que não depende mais da máquina 
que sustenta o estado. O PT patrão, que fez muito pela nação, tem a certeza de que vai 
muito bem sozinho. E está indo mesmo!  
Eu espero que nosso país siga melhorando, mas estou nele para mudá-lo e não para 
cumprir ordens com as quais não concordo. Como coordenador, jamais cortarei o ponto 
daqueles que trabalham comigo e estão em greve. Independente da greve, eles 
cumpriram seus compromissos civis sempre que necessário. E, na greve, cultivaram 
ainda mais sua união na crença da construção de um Brasil melhor”.

(César Augusto Brod, responsável pela Coordenação Geral de Inovação 
Tecnológica da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério 
do Planejamento, Orçamento e Gestão). 







Coordenador no Ministério do Planejamento mantém ponto de grevista e se demite



  Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN



Data: 08/08/2012

Coordenador no Ministério do Planejamento mantém ponto de grevista e se demite

O Coordenador de Inovação Tecnológica do Ministério do Planejamento, César Augusto de Azambuja Brod, se negou a cumprir orientações do governo de cortar o ponto de funcionários em greve e pediu exoneração do cargo na semana passada. Em carta divulgada pelas redes sociais, que também está no site do Sindicato dos Servidores Federais (Sindsep-DF), Brod alega que não cumpriria uma determinação que feria seus princípios.

Conforme Brod, “o PT patrão parece não ter aprendido com sua própria história. O PT patrão apenas aprimora as táticas de pressão psicológica e negociação questionável daqueles com os quais negociou na época em que a greve era sua.” Em sua carta, ele diz ainda que “como coordenador, jamais cortarei o ponto daqueles que trabalham comigo e estão em greve. Independente da greve, eles cumpriram seus compromissos civis sempre que necessário”. (Leia aqui íntegra da carta divulgada por César Brod)
A postura assumida pelo ex-coordenador de Inovação Tecnológica recebeu apoio maciço dos servidores vinculados ao setor ao qual ele chefiava. Em nota, os funcionários manifestaram solidariedade através de “carta aberta”. Em um dos trechos eles se referem às determinações governamentais:

“A determinação do governo no corte do ponto dos grevistas agride em sua essência a crença na liberdade de manifestação das pessoas e no direito do trabalhador de reivindicar melhorias em suas condições de trabalho e os consequentes resultados entregues à sociedade por meio dos atos dos servidores públicos federais”. (Leia aqui íntegra da 'carta aberta')
Foi ressaltado na carta também o fato de que a orientação superior para que seja feito a lista dos grevistas e procedido o desconto no salário contraria decisão do Poder Judiciário, ferindo liminar concedida por juiz da 17ª Vara da Seção Judiciária do DF e mantida pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª região.

Texto: Fritz R. Nunes com informações do Sindsep-DF


Fonte: Sedufsm - Seção Sindical
http://www.andes.org.br:8080/andes/print-ultimas-noticias.andes?id=5525


terça-feira, 7 de agosto de 2012

Greve Estudantil no Campus Mucuri da UFVJM chega ao fim.



Comunicado do Comando de Greve Estudantil da UFVJM

Durante os 70 dias de greve estudantil, foram realizadas inúmeras atividades e manifestações que reafirmaram nossa luta em busca de uma educação pública, gratuita, laica, de qualidade e socialmente referenciada pelo povo.
Neste percurso, consolidamos um Comando Local de Greve, organizado com estudantes de todos os cursos, reunindo-se diariamente. Organizamos dois grandes atos públicos (dia 24 de maio e aula pública 03 de julho), atividades culturais na universidade, cine-debates, oficinas de agitação e propaganda, intervenções com cartazes nas ruas de Teófilo Otoni, operação “Acesso Já”, reuniões com a Reitoria, Prefeitura Municipal de Teófilo Otoni, Caixa Econômica Federal, CONSU, CONSEPE, PROACE/UFVJM, Comando Nacional de Greve Estudantil e participação na Assembleia Nacional d@s Estudantes em Brasília. Essas atividades propiciaram a agitação de nossas pautas com o intuito de denunciar a realidade por nós vivenciada no Campus Mucuri da UFVJM.
Com isso, tivemos conquistas relevantes fruto da luta dos/as estudantes. A construção e asfaltamento do acesso ao campus, visita dos estudantes ao terreno da moradia estudantil para efetivar a compra e construção, agilidade nas obras do campus (Prédio da FACSAE e ICET), urbanização e paisagismo, entre outros. Entendemos que todos estes avanços são resultados de muita pressão dos estudantes, bem como dos professoras/es e TA’s em greve.
Deste modo, levando em consideração o desgaste no decorrer da greve estudantil, enfrentando contínua desmobilização na participação dos estudantes e ao visualizarmos os avanços obtidos em nossas pautas, nós, estudantes da UFVJM, Campus do Mucuri, reunidas/os em assembleia geral, dia 1º de agosto de 2012, decidimos pelo fim da greve estudantil, deflagrada em 21 de maio, com mais de 700 estudantes (FACSAE e ICET).
Contudo, esse posicionamento não significa o fim da nossa luta pela transformação da educação pública brasileira. Entendemos que ainda há muito que conquistar e por isso convocamos todas/os estudantes permanecerem em luta construindo o movimento estudantil.
E mesmo com o fim de nossa paralisação, reafirmamos todo nosso apoio à Greve d@s Professor@s e Técnic@s Administrativos.
 
Se o presente é de luta, o futuro nos pertence!
Juventude que ousa lutar, constrói o poder popular!
Teófilo Otoni, 02 de Agosto de 2012.




 

Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN



  Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN


Data: 06/08/2012

Greve continua e setor da Educação traça agenda de mobilização
Em resposta aos ataques à democracia sindical perpetrados pelo governo federal, os Comandos Nacionais de Greve das entidades do setor da Educação definiram um calendário comum de atividades para intensificar a mobilização.

Representantes dos CNG do ANDES-SN, dos Estudantes, da Fasubra e do Sinasefe se reuniram na última sexta (3) e decidiram por realizar na tarde desta segunda (6) um ato em frente ao Ministério do Planejamento, durante a reunião agendada entre o governo e as entidades que representam os técnicos-administrativos das Instituições Federais de Ensino.

Durante toda a semana, ocorrerão atividades também nos estados. Na quarta (8), as entidades realizam ações conjuntas nas reitorias das universidades e em Brasília, além de distribuição de uma carta aos parlamentares, no Congresso Nacional, denunciando o rompimento unilateral das negociações com os professores federais, por parte do governo, e também o tratamento antisindical que o Executivo vem dispensando aos trabalhadores em greve. Neste mesmo dia, os membros dos comandos nacionais de greve da educação em Brasilia, atuarão no Congresso Nacional esclarecendo os parlamentares sobre o movimento e conclamando para que eles cobrem disposição do governo para negociar.

No dia 9 (quinta-feira), os trabalhadores do setor da Educação se unem às demais categorias dos Servidores Públicos Federais (SPF), em atos conjuntos nos estados, convocados pelo Fórum das Entidades Nacionais dos SPF.

Já para a próxima semana está na pauta a possibilidade de organizar uma sequencia de atos do funcionalismo federal, em Brasília.

Greve dos docentes
Em comunicado encaminhado aos docentes (veja aqui), o CNG do ANDES-SN indicou a realização de nova rodada de assembleias até o dia 7/8, com retorno dos resultados ao comando nacional até quarta (8). A orientação é pela continuidade da greve, com a reabertura imediata das negociações e atendimento das reivindicações da categoria.

O movimento vem recebendo amplo apoio de diversas entidades da sociedade civil como pode ser visto nas moções anexas ao comunicado 26 do CNG/ANDES-SN, encaminhado neste domingo (5).

Greve dos SPF
Diversas categorias do funcionalismo público federal estão em greve e a intransigência do governo em atender a pauta unificada dos SPF tem servido para fortalecer o movimento, que segue numa crescente.

Policiais federais, servidores do Banco Central e do Judiciário aprovaram adesão à greve, enquanto fiscais da Agricultura devem decidir pela paralisação em assembleias nos próximos dias, assim como os trabalhadores da Secretaria do Patrimônio da União e da Imprensa Nacional, entre outros servidores do Executivo.

A pressão da categoria por respostas do governo às principais reivindicações do setor público deve ser intensificada, uma vez que o Executivo tem só até dia 31 de agosto para encaminhar projetos de lei que contenham previsão orçamentária para 2013.

Com informações da Condsef



quinta-feira, 2 de agosto de 2012

POSICIONAMENTO DO CNG/ANDES-SN EM RESPOSTA AO QUE FOI APRESENTADO PELO GOVERNO EM 24 DE JULHO DE 2012


POSICIONAMENTO DO CNG/ANDES-SN EM RESPOSTA AO QUE FOI APRESENTADO
PELO GOVERNO EM 24 DE JULHO DE 2012

Tendo como referência o documento entregue durante a reunião ocorrida na SRT/MPOG dia 23 de julho, o posicionamento do governo na reunião do dia 24 de julho e as manifestações das  assembléias  gerais,  o Comando  Nacional  de  Greve  –  CNG/ANDES-SN  declara  a disposição do movimento docente, em greve, para a negociação, conclamando o governo a atender às necessidades de urgência e de atenção à proposta apresentada pelo ANDES-SN desde 2011.

Até  as  14h  do  dia  1  de  agosto,  os  Comandos  Locais  de  Greve  informaram  ao  Comando Nacional de Greve os resultados de 61 assembléias gerais realizadas entre os dias 25 e 31 de julho, nas seguintes instituições: UF do Acre; UF do Amazonas; UF de Roraima, UF do Pará; UF do Pará, campus de Marabá; UF Rural da Amazônia; UF do Amapá; UF do Oeste do Pará; UF  do  Maranhão;  UF  do  Piauí;  IF  do  Piauí;  UF  do  Ceará;  UF  Rural  do  Semiárido;  UF  da Paraíba; UF de Campina Grande; UF de Campina Grande, campus de Patos; UF de Campina Grande, campus de Cajazeiras; UF de Pernambuco; UF Rural de Pernambuco; UF de Alagoas; UF de Sergipe; UF da Bahia; UF do Recôncavo da Bahia; UF de Brasília; UF de Tocantins; UF de Goiás; UF Goiás, campus de Catalão; UF Goiás, campus de Jataí; UF de Mato Grosso; UF de Mato Grosso, campus de Rondonópolis; UF Mato Grosso do Sul (Campo Grande, Corumbá, Aquidauana,  Coxim);  UF  Mato  Grosso  do  Sul,  campus  de  Três  Lagoas,  UF  da  Grande Dourados; UF de Ouro Preto; UF de Minas Gerais; CEFET Minas Gerais; CEFET Ouro Preto;
UF de Uberlândia; UF do Triângulo Mineiro; UF de Juiz de Fora; UF de Viçosa; UF de Lavras; UF de São João Del Rei; UF de Alfenas; UF do Vale do Jequitinhonha; UF do Espírito Santo; UF do Rio de Janeiro; UNI-RIO; CEFET Rio de Janeiro; UF Fluminense; UF Rural do Rio de Janeiro; UF de São Paulo; UF do ABC; UF de Santa Catarina; UF do Paraná; UF Tecnológica do Paraná; UF do Rio Grande do Sul; UF do Rio Grande; UF de Pelotas, UF de Santa Maria; UF do Pampa; UF da Fronteira Sul (Chapecó, Laranjeiras do Sul, Erechim e Realeza).

Em  todas  estas  assembléias  gerais  os  resultados  podem  ser  sintetizados  em  três  amplas manifestações nacionais:

1-  Declara a disposição para negociar a carreira docente tendo como referência a proposta
apresentada pelo ANDES-SN.

2-  Rejeita a proposta apresentada pelo governo na reunião do dia 24 de julho de 2012 pelas bases sobre as quais se assenta, especialmente por que: aprofunda e consolida a desestruturação da carreira e da malha salarial; desorganiza os regimes de trabalho;desvaloriza a titulação e a experiência acadêmica; omite dispositivos constitutivos de direitos  estáveis  aos  docentes  e  de  respeito  à autonomia  das  instituições  remetendo temas fundamentais para grupo de trabalho e normatização posterior como prerrogativa
do Executivo; e, sequer preserva o valor real dos salários no período - julho de 2010 a março de 2015.

3-  Reafirma e fortalece a greve nacional da categoria em cada uma das instituições.

Para  propiciar  a  evolução  do  processo  de  negociação,  o  CNG/ANDES-SN  solicita posicionamento  formal  dos  representantes  do  governo  na  lógica  de  estruturar  a  carreira docente, preliminarmente, sobre: a) carreira única dos professores federais; b) evolução em percentuais uniformes (degraus) ao longo da carreira; c) fatores definidos para os regimes de trabalho;  d)  percentual  definido  para  cada  titulação,  igual  para  cada  título,  como  parte constitutiva do vencimento; e) respeito à autonomia de cada instituição para regulamentar os critérios de avaliação e desenvolvimento na carreira.

Finalmente, o CNG/ANDES-SN reivindica aos interlocutores governamentais a apresentação de  proposta  que,  de  fato,  estruture  e  valorize  a  carreira  docente.  Além  disso,  reivindica composição imediata da mesa de negociações sobre a melhoria das condições de trabalho nas IFE e também que sejam estabelecidas negociações efetivas das pautas apresentadas pelos estudantes e técnico-administrativos.

Governo desrespeita a categoria anunciando acordo e greve continua


Governo desrespeita a categoria anunciando acordo e greve continua


Em uma atitude de total desrespeito com as reivindicações dos professores federais, em greve há 77 dias, o governo federal disse na reunião desta quarta-feira (1) que irá assinar acordo com o Proifes.
A afirmativa foi feita após o ANDES-SN, Sinasefe e Condsef apresentarem as respostas das assembleias de base, que rejeitaram, mais uma vez, o proposto pelo Executivo. Para os docentes, a alteração pontual colocada na mesa, na última semana (24/7), não modificou a essência da proposta do governo, o que foi reconhecido pelos próprios representantes do Ministério do Planejamento. Desta forma, continua ignorando pauta da greve nas Instituições Federais de Ensino: reestruturação da carreira docente e valorização e melhoria nas condições de trabalho docente nas IFE.Confira aqui o documento apresentado pelo ANDES-SN.
“Todas as assembleias votaram pela rejeição da proposta. No entanto, governo opta por assinar acordo com uma entidade que é sua parceira, e que não tem representatividade junto à categoria. Nós vamos continuar firmes na greve e são as assembleias de base que determinarão os rumos do movimento”, afirmou Marinalva Oliveira, presidente do ANDES-SN.
Marinalva apontou ainda que a categoria tem disposição para negociar, mas que o governo não dialoga com a lógica da proposta apresentada pelo ANDES-SN e pelo Sinasefe. “O Executivo permanece surdo às nossas reivindicações, numa atitude de total desrespeito com os professores”, denunciou.
Na mesa, o ANDES-SN foi enfático em afirmar que o governo tomou uma decisão que aparentemente já estava acordada na semana passada e introduziu um novo método no trato com os servidores públicos federais.
“Isso é uma escolha política, que ignora as decisões legítimas de assembléia e nega o processo democrático de negociação. Promove um processo até chegar ao impasse e aí chama seus parceiros para assinar acordos unilaterais. Essa Secretaria de Relações do Trabalho inova, mas para menos, ao desconsiderar as decisões da categoria em greve e das entidades que dirigem o movimento”, disse Marina Barbosa, 2 ª secretária do ANDES-SN, no fechamento da reunião.
O Sindicato Nacional ressaltou, novamente, que não iria assinar um acordo que pode retirar direitos dos docentes e que, ao invés de valorizar, aprofunda e consolida a desestruturação da carreira, que já se encontra emperrada.
Durante a reunião, o Secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, comunicou que, por determinações superiores, a negociação com os técnicos-administartivos teria início na próxima semana, com Fasubra e Sinasefe.

Vígila
Enquanto a reunião ocorria, representantes dos Comandos Nacionais de Greve do ANDES-SN, dos Estudantes e do Sinasefe se concentraram em frente ao prédio do Ministério do Planejamento. Atividades de vigília foram realizadas pelos Comandos Locais de várias instituições federais de ensino, por todo do país.
Histórico
Em greve desde 17 de maio, os professores das Instituições Federais de Ensino reivindicam a reestruturação da carreira docente, processo acordado em agosto do ano passado com o governo e não cumprido, e a valorização e melhoria nas condições de trabalho docente nas IFE.
Após 57 dias de paralisação, o governo apresenta uma proposta de reajuste na tabela salarial, que promove, ao final dos três anos previstos de parcelamento, a corrosão no poder de compra de grande parte da categoria. Os 45% tão alardeados pelo governo, contemplariam apenas pequena parcela dos docentes, uma vez que seriam concedidos apenas aos titulares, doutores, em regime de dedicação exclusiva. Este percentual também é falacioso, pois considerando a inflação estimada no período 2010-2015, representam menos de 10% de recomposição salarial para este segmento.
Além disso, entre outros pontos, o governo estabelecia novos parâmetros para progressão na carreira que desrespeitavam a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e feriam a autonomia universitária prevista na Constituição. Essa proposta foi rejeitada por unanimidade pelos docentes.
Em 24 de julho, foi apresentada uma reformulação, remetendo a grupos de trabalho diversos pontos estruturais da carreira, que provocaram tensionamentos na negociação, como o reequadramento dos aposentados, os critérios para avaliação institucional e promoção entre classes.
Nesta proposta, ficou evidente que os representantes do executivo mais uma vez desconsideraram os argumentos do ANDES-SN e apresentaram parâmetros que consolidam a desestruturação e o caráter produtivista da atual carreira dos professores federais.
Além disso, não respondem em nenhum momento como pretendem atender ao segundo ponto prioritário da pauta da greve: melhoria nas condições de trabalho e estudo. Jogam também essa questão para ser discutida num GT, que será formado após a assinatura do acordo. Essa proposta foi novamente rejeitada por todas as assembleias.

Fonte: ANDES-SN
Data: 02 de agosto de 2012


Textos Relacionados